

C24 / Brasil · Industrial · Cultura · Edifício
Juiz de Fora
A mobilização pela memória precisa encontrar instituições capazes de sustentar seu uso cultural.
Foto: Leandro Ciuffo · CC BY-SA 2.0
Centro / antiga fábrica Bernardo Mascarenhas / CCBM
A transformação da fábrica Bernardo Mascarenhas nasce também de uma reivindicação. Artistas, jornalistas e outros participantes defenderam que o patrimônio industrial pudesse receber cultura. A abertura de 1987 tornou concreta uma possibilidade construída socialmente.
Como o desejo que abriu esta fábrica continua participando de seu futuro?

Leitura relacional
O caso pelos Campos Relacionais
Os Campos ajudam a formular relações e tensões; não classificam o projeto nem atribuem intenção institucional aos seus autores.
01em destaque
Pertencimento
Reconhecer participantes da mobilização, artistas atuais e novos públicos, mantendo possibilidades de propor e transformar.
02
Lugar
Ler a fábrica e sua conversão cultural como camadas da história de Juiz de Fora, sem apagar nenhuma delas.
03
Relação
Relacionar comunidade cultural, gestão e conservação; a intenção coletiva precisa de canais permanentes de diálogo.
04
Porosidade
Acompanhar acesso físico, regras de ocupação e disponibilidade de salas, com comunicação clara durante intervenções.
05
Reciprocidade
Devolver oportunidades culturais e cuidado continuado ao patrimônio recebido, preservando memória e capacidade de criação.
Tensão a manter viva
A memória de uma conquista coletiva pode ser celebrada enquanto as condições atuais de criação e participação enfrentam dificuldades.
Caso externo de estudo. Leitura documental orientada pela Linguagem Nidum; a autoria dos projetos e a origem das evidências permanecem identificadas nas fontes do dossiê.

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