

C02 / Espanha · Industrial · Misto · Distrito
Barcelona
Preservar possibilidades de habitar dentro da cidade que se transforma.
Foto: Josep Azuara Robles · Public domain
C02 / ESPANHA
Barcelona
Preservar possibilidades de habitar dentro da cidade que se transforma.
Poblenou, Raval, Sant Andreu, Can Batlló e Sant Antoni Barcelona reúne fábrica, mercado, museu, moradia e organização comunitária em situações distintas. A comparação mostra que patrimônio e Vida urbana se encontram por meio de programas, direitos de uso e instituições. Cada território exige reconhecer quem já participava de sua história.
Como a transformação pode ampliar a Vida cotidiana sem retirar o lugar de quem já a sustentava? Caso externo de estudo. Leitura documental orientada pela Linguagem Nidum; a autoria dos projetos e a origem das evidências permanecem identificadas nas fontes.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 058
II / LINGUAGEM / BARCELONA
O caso pelos Campos Relacionais
Leitura editorial Nidum a partir da documentação do caderno. Os Campos ajudam a formular relações e tensões; não classificam o projeto nem atribuem intenção institucional aos seus autores.
| Campo | Relação a investigar |
|---|---|
| Pertencimento | Fabra i Coats e Can Batlló abrem perguntas sobre morar, produzir e decidir. Quais direitos e condições dão continuidade a essas formas de habitar? |
| Lugar | A memória industrial, os mercados e os tecidos dos bairros pedem leituras próprias. O que cada intervenção conserva como relação com o território? |
| Relação | Cultura, formação, trabalho e abastecimento podem aproximar públicos. Como os programas acolhem diferenças e permitem convivência sem impor proximidade? |
| Porosidade | A passagem entre equipamentos e bairro depende de acessos, horários e gestão. Quem atravessa os limites físicos e institucionais? |
| Reciprocidade | O investimento urbano recebe infraestrutura e memória acumuladas. Que capacidades, serviços e condições de moradia devolve ao território? |
Tensão a manter viva A atração de novas atividades pode coexistir com pressão sobre moradia e produção. O ganho ambiental ou cultural precisa ser lido junto à distribuição das possibilidades de permanecer.
Gramática de leitura: N01, pp. 15-17 e 20-21. Evidências e referências específicas nas páginas seguintes.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 059
II / BARCELONA / SÍNTESE E RECORTE
O edifício é uma parte da transformação
Barcelona mostra o potencial do retrofit quando a obra está ligada a uma política de ocupação e a uma operação duradoura.
A seleção reúne cinco caminhos: atividade produtiva, cultura, moradia pública, organização comunitária e comércio cotidiano. O interesse está na relação entre edifício e bairro, incluindo os usos anteriores e as condições de acesso aos novos espaços.
| Conceito usado | O que significa neste estudo |
|---|---|
| Retrofit | Atualização de um edifício existente para ampliar sua vida útil e adequar desempenho, instalações e uso. |
| Reuso adaptativo | Mudança de função: armazém para moradia, fábrica para museu ou equipamento comunitário. Pode incluir retrofit e partes novas. |
| Regeneração urbana | Processo territorial mais amplo: planejamento, ruas, equipamentos, economia e habitação. Inclui intervenções de naturezas distintas. |
| Ocupação | Quem utiliza, programa, mantém e governa o espaço. Abrange moradores, empresas, instituições e coletivos. |
Tese de trabalho: a transformação se torna mais consistente quando o novo uso responde a uma demanda real, mantém atividade ao longo do tempo e oferece condições para que moradores e negócios participem dos benefícios.
Método: documentação pública, fontes dos operadores e autores de projetos, estudos acadêmicos e registros contemporâneos. Não houve visita, entrevista ou auditoria técnica. Datas de projetos, obras e resultados permanecem separadas.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 060
II / BARCELONA / LINHA DO TEMPO
Uma transformação em sucessivas camadas
Marcos selecionados. As intervenções se sobrepõem; não compõem uma sequência única de causa e efeito.
| Quando | O que aconteceu e por que importa |
|---|---|
| 1989-1994 | Criação do consórcio do CCCB e conversão da antiga Casa de Caritat. O centro cultural abre em 1994 no Raval. [08] |
| 1995 | Abertura do edifício de Richard Meier para o MACBA. Nova construção que participa do mesmo território cultural. [09] |
| 2000 | Aprovação do 22@: transformação planejada de aproximadamente 200 hectares industriais. [01] |
| 2009 | Can Framis abre como museu de pintura contemporânea em uma antiga fábrica. [04] |
| 2011-2012 | Abertura comunitária do Bloc 11 em Can Batlló, em 2011; inauguração da fábrica de criação Fabra i Coats, em 2012. [11,15] |
| 2018 | Reabertura do Mercado de Sant Antoni e inauguração de Ca l’Alier. Usos e públicos distintos para patrimônio recuperado. [05,21] |
| 2019 | Moradias da Fabra i Coats entram em uso; Can Batlló formaliza acordo de cessão com o município. [12,16] |
| 2022 | Revisão do planejamento do 22@ amplia o potencial residencial e a diversidade de atividades admitidas. [03] |
| 2024-2025 | Bloc4BCN inaugura em março de 2024. Acordos públicos de 2025 ainda incluem nova construção e reabilitação para escola em Can Batlló. [18,20] |
O último marco evidencia um processo em andamento. Entrega de uma parte do conjunto não significa conclusão de toda a transformação territorial.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 061
II / BARCELONA / LEITURA COMPARATIVA
| Cinco territórios, cinco motores de mudança Território e escala | Âncora escolhida | Mudança de função |
|---|---|---|
| Poblenou / 22@ Área histórica e perímetro de planejamento no distrito de Sant Martí. | Can Framis e Ca l’Alier. | Indústria para cultura e inovação; articuladas a uma mudança produtiva mais ampla. [01,04,05] |
| El Raval Bairro do distrito de Ciutat Vella. | CCCB e entorno cultural. | Antigo equipamento assistencial para produção e circulação cultural. [08] |
| Sant Andreu Bairro no distrito homônimo. | Complexo Fabra i Coats. | Galpões para criação artística, moradia pública e atividade comunitária. [11-13] |
| La Bordeta Bairro de Sants-Montjuïc. | Can Batlló: Bloc 11 e Bloc4BCN. | Recinto industrial para espaços comunitários e economia cooperativa. [15,17] |
| Sant Antoni Bairro do Eixample. | Mercado e ruas do entorno. | Modernização do abastecimento e da convivência, com continuidade do uso comercial. [21-24] |
A escala precisa acompanhar a pergunta 22@ é um perímetro urbanístico, não um dos bairros administrativos da cidade. Poblenou pode designar o bairro atual ou um território histórico mais amplo. Fabra i Coats e Can Batlló são complexos; suas entregas não representam automaticamente os resultados dos bairros inteiros.
Como comparar Nos cinco casos, observar a mesma cadeia: condição anterior, intervenção física, novos usos, agente responsável, resultado verificável e efeito sobre quem já estava no lugar. As páginas seguintes aplicam essa leitura.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 062
II / BARCELONA / CASO 1 • ESCALA TERRITORIAL
Poblenou / 22@: mudar a base econômica
O potencial mais evidente é reconectar um território industrial a novas atividades produtivas.
Condição e intervenção. O 22@ nasceu em 2000 como planejamento para cerca de 200 hectares, combinando atividades intensivas em conhecimento, habitação, equipamentos e áreas verdes. A pesquisa da ETH destaca a transformação gradual e a coordenação pública das regras de desenvolvimento. [01]
O que o número econômico mostra. Em fevereiro de 2022, Barcelona Activa informava 115 mil pessoas trabalhando em 11.500 empresas no perímetro. Trata-se de uma fotografia da atividade existente naquela data; não de empregos líquidos criados pelo retrofit. [02]
| Componente | Como interpretar |
|---|---|
| Regra urbanística | Viabiliza novos usos e investimentos em uma área extensa. Sua contribuição é territorial. |
| Edifícios recuperados | Mantêm referências industriais e oferecem espaços para ocupantes específicos. A página seguinte examina dois. |
| Construções novas | Também integram a mudança do 22@. Não entram na conta como área reabilitada. |
| Mistura de usos | Pode sustentar presença em horários distintos. Precisa ser confirmada por uso real, acesso e permanência. |
Correção de rumo. A revisão apresentada em 2022 anunciava potencial total de 17 mil habitações, sendo 12 mil acessíveis, além de ampliar usos permitidos. Esses quantitativos são capacidade do planejamento, e não unidades comprovadamente entregues. [03]
Leitura para outro território A contribuição replicável é a articulação entre regras, infraestrutura, edifícios e demanda produtiva. Uma coleção de escritórios com linguagem industrial não reproduz, por si, essa estratégia.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 063
II / BARCELONA / CASO 1 • EDIFÍCIOS E TENSÕES
Poblenou: o patrimônio encontra uso
Can Framis: fábrica para instituição cultural A Fundació Vila Casas abriu o museu em abril de 2009, adaptando uma antiga fábrica com projeto do escritório BAAS. O novo uso oferece uma função cultural permanente ao patrimônio industrial. A fonte institucional documenta o projeto e sua operação; não mede seu efeito isolado sobre comércio ou preços do bairro. [04]
Ca l’Alier: reabilitação e inovação urbana A recuperação começou em 2014, após degradação e incêndios, e o equipamento abriu em 2018. Segundo BIT Habitat, a intervenção preservou o patrimônio e incorporou reúso de água, energias renováveis, gestão predial por sensores e conexão à rede de calor e frio Districlima. A parceria envolveu município, Cisco e Schneider. [05]
Interpretação: um museu e um centro de inovação criam motivos diferentes para frequentar o território. A combinação pode ampliar públicos e horários, desde que acessibilidade, programação e vínculos locais sejam sustentados.
Can Ricart: a atividade anterior também era economia Dot, Casellas e Pallarès-Barberà analisaram a expulsão de atividades de um complexo que abrigava 34 pequenas e médias empresas quando o plano foi aprovado. O estudo de 2012 caracteriza uma gentrificação produtiva: a transformação também seleciona quais negócios conseguem ocupar o território. [06]
Pesquisa etnográfica publicada em 2024 examina mudanças no uso social do espaço público do Poblenou associadas ao 22@. Seu alcance é qualitativo; não constitui uma contagem de todos os deslocamentos do distrito. [07]
Lição do conjunto Antes de chamar uma área de vazia ou obsoleta, mapear oficinas, empregos, redes e usuários existentes. Reuso pode criar valor e, ao mesmo tempo, substituir uma economia que não aparece na imagem promocional.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 064
II / BARCELONA / CASO 2 • EQUIPAMENTO E BAIRRO
El Raval: cultura como centralidade
O CCCB mostra como um edifício pode passar a organizar uma nova rotina de visita, produção e debate.
O que foi reaproveitado. A antiga Casa de Caritat recebeu o Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, inaugurado em 1994. A obra de Helio Piñón e Albert Viaplana conservou partes históricas e acrescentou uma ala envidraçada. Em 2011, a recuperação do antigo teatro ampliou os espaços do centro. [08]
O que pertence a outro tipo de intervenção. O edifício de Richard Meier para o MACBA, aberto em 1995, é uma nova construção. Integra a transformação cultural do entorno, mas não deve ser apresentado como retrofit daquele edifício. [09]
| Camada | Potencial territorial | O que verificar |
|---|---|---|
| Programação | Motivos recorrentes para visitar e produzir cultura. | Uso por moradores, escolas e organizações locais. |
| Conexão urbana | Percursos entre equipamentos, ruas e espaços de encontro. | Acesso cotidiano e efeitos sobre circulação e convivência. |
| Economia local | Demanda para serviços e negócios próximos. | Participação dos comerciantes existentes e condições dos contratos. |
Resultado social não uniforme. Mazorra Rodríguez e López-Gay, em 2024, identificam uma inflexão desde meados dos anos 2010: maior entrada de população estrangeira qualificada e temporária, com trajetórias precárias de parte dos residentes deslocados. O estudo aborda dinâmicas residenciais e migratórias; não estima um efeito causal específico do CCCB. [10]
O que levar do Raval Uma instituição cultural pode criar centralidade e abrir patrimônio ao uso. Para avaliar a transformação do bairro, acompanhar também quem participa, quem trabalha no entorno e quem consegue continuar morando ali.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 065
II / BARCELONA / CASO 3 • FABRA I COATS
Sant Andreu: a fábrica também vira casa
Aqui, a habitação pública entra no próprio patrimônio industrial recuperado.
Do complexo à mistura de funções. A fábrica de criação foi inaugurada em setembro de 2012. Em outro edifício do conjunto, a nave G, o projeto de Roldán + Berengué implantou moradias e a sede da Colla Castellera Jove. São intervenções diferentes dentro da mesma antiga fábrica. [11,13]
| Entrega documentada | Significado |
|---|---|
| 46 moradias | O conjunto residencial entrou em uso em dezembro de 2019. A destinação inclui jovens e cinco residências temporárias para artistas. [12] |
| Envoltória industrial mantida | A nave de 1905 recebeu estruturas interiores de madeira e construção por montagem, mantendo os muros de tijolo. [13] |
| Espaços intermediários | As moradias se afastam da envoltória original, que funciona como amortecedor térmico. Essa é uma estratégia de projeto, não uma medição de consumo pós-ocupação. [13] |
O que muda na ocupação. O edifício deixa de depender apenas de visitantes ou trabalhadores: passa a receber moradores. O regime público de acesso incorpora uma finalidade habitacional concreta ao investimento em patrimônio.
O limite da evidência. As unidades entregues demonstram conversão de uso e oferta habitacional. Não demonstram que toda a população de Sant Andreu ganhou acesso à moradia nem que a pressão sobre os aluguéis do entorno desapareceu.
Lição de projeto e gestão A função social precisa entrar antes da obra: definir público, regime de acesso, operador e manutenção. A capacidade de adaptar a estrutura existente só se traduz em benefício habitacional quando esses compromissos são preservados.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 066
II / BARCELONA / CASO 4 • CAN BATLLÓ
La Bordeta: o bairro participa da gestão
Can Batlló amplia a pergunta: além de quem ocupa, quem decide o futuro do espaço?
Ativação comunitária. A abertura do Bloc 11, em junho de 2011, permitiu a implantação de biblioteca, espaços de encontro e outras atividades. O relato da associação registra recuperação com participação dos moradores e, em 2013, abertura de uma passagem pelo antigo recinto industrial. [15]
Institucionalização. O acordo de cessão de março de 2019 estabeleceu uma relação formal com o município. A associação descreve uma comissão que acompanha compromissos e leva decisões da assembleia às negociações públicas. [16]
Economia cooperativa. Em outro edifício do recinto, o Bloc4BCN recuperou 4.500 m², com investimento municipal anunciado de € 10,3 milhões. Barcelona Activa informou a conclusão da obra em janeiro de 2024; o Ministério do Trabalho registra a inauguração em março daquele ano. A previsão de acolher mais de 60 projetos era uma meta de ocupação, não resultado confirmado nessa notícia. [17,18]
| Peça do território | Natureza da intervenção |
|---|---|
| Bloc 11 e demais espaços comunitários | Reuso de galpões e gestão associativa. [15,16] |
| Bloc4BCN | Reabilitação para promoção do cooperativismo e da economia social. [17,18] |
| La Borda | Edifício de 28 moradias cooperativas construído de novo. Complementa o território, mas não é conversão de uma nave antiga. [19] |
Processo aberto. O acordo entre Generalitat e município de março de 2025 inclui nova construção e recuperação do Bloc 19 para o Institut Escola Cal Maiol. É registro de uma ação prevista, não comprovação de conclusão da escola. [20]
Interpretação: o projeto permite estudar organização de usuários, continuidade institucional e investimento público em etapas. Seu alcance não pode ser resumido à inauguração de um único equipamento.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 067
II / BARCELONA / CASO 5 • MERCADO E ENTORNO
Sant Antoni: modernizar a vida cotidiana
O retrofit também pode fortalecer uma função que o bairro já tinha.
Continuidade do uso. Inaugurado em 1882, o mercado fechou para obras em 2009 e reabriu em maio de 2018. Reúne comércio de alimentos, vestuário e o mercado dominical de livros. A recuperação preservou um equipamento ligado ao abastecimento e à rotina do bairro. [21]
O que mudou fisicamente. O estudo técnico do projeto descreve conservação da estrutura metálica e das fachadas, renovação da cobertura e construção de quatro subsolos. Carga, descarga, armazenamento e outros serviços passaram a integrar uma solução mais complexa, que também incorporou vestígios arqueológicos. [22]
| Intervenção | Potencial de transformação |
|---|---|
| Edifício e instalações | Melhorar as condições de operação do mercado e prolongar a utilização do patrimônio. |
| Logística e acessos | Organizar abastecimento, circulação e relação com a rua. |
| Espaço público | Oferecer permanência, encontro e deslocamento a pé. É uma intervenção complementar ao retrofit. |
| Operadores e público | Manter acesso cotidiano depende de preços, mix comercial e condições para os comerciantes. |
Evidência social. Pesquisa de López-Gay, Ortiz-Guitart e Solana-Solana combina registros residenciais de 2011-2018 com entrevistas em 2018. Identifica seleção de novos residentes e dificuldades habitacionais em um contexto de valorização e turismo. O período de mudança antecede a reabertura do mercado; o trabalho não atribui toda essa transformação à obra. [25]
O que aprender Uma âncora comercial cotidiana pode integrar conservação, abastecimento e convivência. Sua contribuição deve ser acompanhada por indicadores de acesso e continuidade dos negócios, além da atratividade para novos consumidores.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 068
II / BARCELONA / EVIDÊNCIA QUANTITATIVA
Dois resultados, duas escalas de leitura
Gráficos autorais com dados das fontes indicadas. Os indicadores não constituem um teste causal do retrofit.
Ar: redução observada na superilla de Sant Antoni Variação percentual dos níveis medidos após a intervenção no espaço público. Resultado da avaliação ASPB publicada em 2021. [23]
| NO₂ | 25% |
|---|---|
| PM₁₀ 17% | |
| 0 10 20 | 30 |
A melhora se refere às medições na área intervida. Não é redução atribuível à reforma do mercado nem média de todo o bairro. A ASPB reuniu estudos ambientais e qualitativos; a duração da avaliação não permite concluir redução observada de doenças crônicas. [24]
Moradia: mudou o perfil de quem chegava ao bairro Participação de pessoas nascidas no exterior com ensino superior nas entradas residenciais de pessoas com 25 anos ou mais, em Sant Antoni. [25]
| 2011 | 24,7% |
|---|---|
| 2018 | 39,4% |
| 0 10 20 | 30 40 50 |
O aumento foi de 14,7 pontos percentuais (cálculo sobre os valores publicados). Trata-se da composição das entradas, não da parcela de todos os moradores nem da proporção de pessoas expulsas.
Leitura: qualidade ambiental e mudança social podem ocorrer no mesmo território. Demonstrar uma delas não resolve a avaliação da outra. Escolaridade e lugar de nascimento também não substituem a medição de renda, direitos e condições de moradia.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 069
II / BARCELONA / MECANISMOS E ESCOLHAS
O que transforma uma obra em vida urbana
A comparação sugere seis decisões que conectam recuperação física e uso duradouro. São uma síntese analítica dos casos, não uma fórmula de impacto comprovado.
| Decisão | Como cria uma possibilidade | Falha a evitar |
|---|---|---|
| Escolher uma função | Responder a uma demanda por trabalho, moradia, cultura ou serviços. | Recuperar e esperar que qualquer ocupante apareça. |
| Definir o operador | Dar continuidade à programação e à manutenção. | Confundir inauguração com operação sustentável. |
| Conectar o térreo | Relacionar entradas, percursos e atividades à vida da rua. | Criar um destino isolado dos usos do entorno. |
| Preservar o que importa | Conservar estrutura, identidade e possibilidades espaciais. | Usar patrimônio somente como cenário. |
| Garantir acesso | Estabelecer quem pode entrar, morar, produzir ou vender e a que custo. | Medir sucesso apenas por demanda de maior renda. |
| Acompanhar o entorno | Identificar efeitos sobre moradores, empresas e ruas vizinhas. | Deslocar custos para fora do perímetro da obra. |
Dois alertas documentados. Can Ricart introduz a permanência das pequenas empresas na avaliação do reuso. A análise de Benavides e colegas sobre superilles destaca que benefícios nas ruas intervidas podem coexistir com redistribuição de tráfego em ruas próximas; parte dessa evidência vem de simulações, não de observação direta. [06,26]
Ocupação é parte do projeto Requisitos de acesso, contratos, participação e recursos para manutenção precisam ser definidos junto com o programa arquitetônico. São escolhas que influenciam a distribuição dos benefícios.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 070
II / BARCELONA / ECONOMIA E GOVERNANÇA
Quem financia, quem opera, quem ganha
O valor gerado pode aparecer no imóvel, no negócio instalado, no serviço público e na vida cotidiana. Cada camada pede uma conta diferente.
| Modelo observado | Lógica da operação | Indicador relevante |
|---|---|---|
| Instituição cultural | Patrimônio recebe programação, equipe e orçamento de funcionamento. | Uso continuado, alcance local, custo operacional e qualidade da oferta. |
| Centro de inovação | Espaço físico se articula a organizações e projetos. | Ocupação, colaboração efetiva e participação da economia local. |
| Habitação pública | Investimento imobiliário serve a uma finalidade de moradia. | Unidades acessíveis ocupadas, custo para famílias e manutenção. |
| Gestão comunitária e cooperativa | Uso é organizado por entidades com diferentes relações com o poder público. | Continuidade, participação, recursos e capacidade de prestar serviços. |
| Mercado municipal | Modernização física precisa sustentar atividade comercial cotidiana. | Permanência de operadores, acesso do consumidor e viabilidade das bancas. |
Números de obra exigem escopo e data O escritório Roldán + Berengué informa orçamento de execução por contrato de € 5.597.173 para seu projeto na Fabra i Coats, associado à obra de 2019. Barcelona Activa comunica € 10,3 milhões investidos na recuperação do Bloc4BCN, em 2024. As fontes têm natureza e escopo distintos; esses valores não formam uma comparação direta de custo por metro quadrado. [14,17]
Critério de análise: reunir aquisição ou cessão, diagnóstico, projeto, obra, adaptação ao ocupante, financiamento, transição e manutenção. A diferença entre aluguel antes e depois não equivale a retorno líquido.
Não foi identificada uma base homogênea de custos totais, receitas e fluxos de caixa que permita calcular o retorno financeiro dos cinco casos. O estudo documenta funções e entregas, sem estimar rentabilidade.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 071
II / BARCELONA / COMPARAÇÃO E TRANSFERÊNCIA
O que Barcelona acrescenta ao estudo de Lisboa
Comparação entre os recortes escolhidos: Príncipe Real e casos associados, no caderno de Lisboa; cinco territórios selecionados, em Barcelona. Não representa uma classificação das cidades inteiras. [27]
| Dimensão | Lisboa: recorte anterior | Barcelona: casos selecionados |
|---|---|---|
| Coordenação | Estratégia de imóveis e usos próximos aparece com força no Príncipe Real. | Planejamento de área, equipamentos e diferentes regimes de gestão. |
| Âncoras | Patrimônio, comércio, escritórios e hospitalidade. | Inovação, cultura, mercado, moradia e economia cooperativa. |
| Patrimônio | Palacetes e edifícios do tecido consolidado; reuso industrial em Alcântara. | Repertório industrial expressivo, além de equipamento assistencial e mercado. |
| Ocupação | Curadoria comercial e mudança de público ajudam a explicar a transformação. | Há também entrega direta de moradia pública e gestão de espaços por usuários. |
| Pergunta social | Permanência e disputa pela identidade do bairro. | Permanência residencial e produtiva, acesso a equipamentos e poder de decisão. |
Aplicação a uma estratégia brasileira 1. Delimitar um território. Escolher uma rua, conjunto ou sequência de quarteirões com relações reais entre os usos. Identificar moradores, comércio, imóveis e equipamentos antes de selecionar a primeira obra.
2. Combinar funções. Vincular uma âncora de atividade a serviços cotidianos e condições de moradia. A proporção e o regime de ocupação dependem da demanda e das instituições locais.
3. Vincular investimento e permanência. Estabelecer acesso, transição, participação e manutenção antes da valorização esperada. Traduzir instrumentos para o contexto local exige estudo próprio.
As três direções são propostas deste caderno. Não transferem automaticamente leis, custos, capacidade fiscal ou resultados de Barcelona.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 072
II / BARCELONA / PROTOCOLO DE INVESTIGAÇÃO
| Como medir uma transformação de bairro Dimensão | O que levantar | Como interpretar |
|---|---|---|
| Edifício | Área efetivamente reutilizada; partes novas; acessibilidade; consumo e conforto. | Separar conservação, ampliação e obra nova. Medir desempenho em uso. |
| Ocupação | Usuários, funções, horários, vacância, rotatividade e regras de acesso. | Identificar uso recorrente e capacidade de manter a operação. |
| Economia local | Empresas antes/depois, empregos, bancas, oficinas e contratos. | Distinguir entradas, crescimento, deslocamentos e fechamento. |
| Moradia | Unidades acessíveis, custo para famílias, saídas, retorno e duração da permanência. | Acompanhar trajetórias, não só o perfil dos novos moradores. |
| Espaço público | Pedestres, permanência, tráfego, ruído, ar e ruas vizinhas. | Verificar benefícios no perímetro e eventual transferência de problemas. |
| Governança | Representação, decisões, recursos e conflitos resolvidos. | Diferenciar consulta de participação efetiva na gestão. |
Desenho de avaliação proposto: linha de base anterior à intervenção; acompanhamento durante a transição; revisões após 12, 24 e 36 meses. Manter o mesmo perímetro e definições dos indicadores.
Para investigar causalidade, comparar com áreas semelhantes sem a mesma intervenção, observar tendências anteriores e considerar turismo, crédito, emprego, mobilidade e políticas habitacionais. Comparação antes/depois, sozinha, mistura esses fatores.
Trabalho de campo que falta Entrevistar moradores que ficaram e saíram, comerciantes anteriores e novos operadores. Relacionar esses relatos a projetos executados, contratos e séries de dados. Registrar também usos discretos, pouco visíveis nas campanhas de promoção.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 073
II / BARCELONA / SÍNTESE E LIMITES
| Onde está o potencial mais útil para estudar Se o objetivo é... | O caso prioritário é... | Por quê |
|---|---|---|
| Reconversão produtiva | Poblenou / 22@ | Conecta planejamento de área, atividade econômica e reuso industrial. |
| Criar centralidade cultural | El Raval / CCCB | Mostra uma instituição instalada em patrimônio e sua relação com o entorno. |
| Combinar patrimônio e moradia | Sant Andreu / Fabra i Coats | Oferece uma entrega habitacional dentro de um edifício industrial existente. |
| Estruturar gestão pelos usuários | La Bordeta / Can Batlló | Permite estudar ativação comunitária, cessão e economia cooperativa. |
| Fortalecer comércio cotidiano | Sant Antoni | Articula modernização do mercado, logística e qualificação das ruas. |
O que está demonstrado Há edifícios recuperados, novas funções em operação e entregas específicas documentadas. Os estudos selecionados também identificam mudanças ambientais e sociais, com recortes próprios.
O que permanece em aberto Não há, nesta pesquisa, uma medida homogênea do impacto líquido do retrofit nos cinco bairros. Também faltam séries comparáveis de permanência, custos totais, retorno financeiro e carbono de ciclo de vida. Parte das páginas institucionais foi acessível por trechos indexados; o uso factual ficou restrito ao conteúdo verificável.
Tese para levar adiante O potencial de Barcelona está em transformar patrimônio disponível em infraestrutura para a vida urbana: trabalhar, morar, criar, abastecer e conviver. A qualidade da transformação depende do uso que se sustenta e de quem consegue participar dele.
Esta seleção identifica referências e perguntas de investigação. Não pressupõe que todo o tecido industrial estivesse desocupado nem que todos os beneficiários e custos estejam visíveis nas fontes institucionais.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 074
II / LINGUAGEM / BARCELONA
O que a experiência devolve ao repertório
Barcelona amplia o repertório ao mostrar que a mesma origem industrial pode acolher Formas de Vida diferentes. A escolha depende da escuta e dos arranjos de sustentação. O programa é uma hipótese sobre relações, que precisa continuar aberta ao acontecimento.
| Manifestação documentada | Relação que permite investigar | Campos em leitura |
|---|---|---|
| Nave fabril adaptada para moradia | Conservar matéria enquanto se reorganizam condições de habitar. | Lugar / Pertencimento |
| Ocupação e gestão comunitárias em Can Batlló | Relacionar uso, decisão e continuidade de um comum. | Relação / Reciprocidade |
| Mercado que mantém sua função cotidiana | Atualizar o espaço sem perder a relação de abastecimento. | Lugar / Relação |
Perguntas para uma investigação de retorno A investigação futura deve distinguir os cinco territórios, escutar moradores e produtores e acompanhar acesso, contratos e uso efetivo. As obras novas associadas permanecem identificadas separadamente do patrimônio reutilizado.
Que relações permitem conservar a cidade como lugar de morar, trabalhar e cuidar, além de visitar? Interpretação desta edição. Não foi realizado Reencontro com este caso externo. As perguntas orientam possível aprofundamento, preservando as lacunas da pesquisa.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 075
II / BARCELONA / FONTES
Fontes e notas de leitura
Os números entre colchetes apontam para esta lista. Clique em “Abrir fonte”. Consulta: 03/11/2026. Os anos dos dados não foram atualizados para a data da pesquisa.
[01]ETH Zürich / Future Cities Laboratory. 22@. Síntese da pesquisa sobre o plano de 2000, escala de 200 hectares e transformação incremental. Referência a Acebillo (2019). Abrir fonte
[02]Barcelona Activa. Un 22@ amb més activitat econòmica, 10/02/2022. Fonte municipal para a fotografia de empresas e trabalhadores. Projeções do texto não foram tratadas como resultados. Abrir fonte
[03]Ajuntament de Barcelona. Llum verda al pla per fer del 22@ un àmbit ple de vida, nota de 25/02/2022. Potenciais de habitação e atividade do planejamento. Conteúdo consultado no índice de busca. Abrir fonte
[04]Fundació Vila Casas. Can Framis, Barcelona. Histórico e operação do museu; abertura em abril de 2009. Fonte da instituição responsável. Abrir fonte
[05]BIT Habitat. Ca l’Alier. Histórico, parceria e soluções da reabilitação; inauguração em 2018. Desempenho e certificações anunciados pelo próprio operador. Abrir fonte
[06]Dot Jutglà, E.; Casellas, A.; Pallarès-Barberà, M. Gentrificació productiva, desindustrialització i relocalització industrial. Treballs de la Societat Catalana de Geografia, 73, 27-52, 2012. Registro e resumo da UOC. Abrir fonte
[07]Navas Perrone, M. G.; Espinosa Zepeda, H.; Dalmau, M. Los síntomas de la gentrificación vistos “desde abajo”. Scripta Nova, 28, 2024. DOI: 10.1344/sn2024.28.40171. Resumo do periódico consultado no índice. Abrir fonte
[08]Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. History. Constituição do consórcio, reabilitação da Casa de Caritat, abertura em 1994 e incorporação do teatro em 2011. Abrir fonte
[09]MACBA. Museu d’Art Contemporani de Barcelona. Maqueta, Richard Meier. Histórico da construção e da abertura do edifício em 1995. Fonte do museu. Abrir fonte
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 076
II / BARCELONA / FONTES
Fontes e notas de leitura
Os números entre colchetes apontam para esta lista. Clique em “Abrir fonte”. Consulta: 03/11/2026. Os anos dos dados não foram atualizados para a data da pesquisa.
[10]Mazorra Rodríguez, Á.; López-Gay, A. Migración internacional cualificada y residentes temporales, ¿el avance definitivo de la gentrificación en El Raval? Papers, 109(3), 2024. DOI: 10.5565/rev/papers.3253. Resumo indexado. Abrir fonte
[11]Propost. Festa d’inauguració de la Fabra i Coats. Registro contemporâneo da programação para 29/09/2012. Fonte de participante da programação cultural. Abrir fonte
[12]Housing Europe. Fabra & Coats & Social Housing. Ficha da conversão para moradia e entrada em uso em dezembro de 2019. Conteúdo indexado consultado. Abrir fonte
[13]Hispalyt. Fabra & Coats, Premios 2017-2019, publicação de 2020. Ficha da nave G, soluções construtivas e conclusão da obra em 25/06/2019. Abrir fonte
[14]Roldán + Berengué. Fabra & Coats. Ficha do autor: projeto de 2016, obra de 2019 e orçamento PEC. Usada para o valor informado pelo escritório, não como auditoria financeira. Abrir fonte
[15]Associació Espai Comunitari i Veïnal Autogestionat de Can Batlló. Can Batlló: espaços e história. Fonte da organização participante; descreve ativação, usos e abertura do recinto. Abrir fonte
[16]Can Batlló. Negociació i Estratègia. Descreve representação em assembleia e acompanhamento do acordo de cessão assinado em março de 2019. Abrir fonte
[17]Barcelona Activa. Can Batlló acollirà el nou Bloc4BCN, 24/01/2024. Área recuperada, investimento e anúncio de conclusão da obra. Capacidade e ocupação futura foram mantidas como metas. Abrir fonte
[18]Ministerio de Trabajo y Economía Social. Encuentro de la vicepresidenta Yolanda Díaz con organizaciones de la Economía Social de Barcelona. Registra inauguração do Bloc4BCN em março de 2024. Abrir fonte
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 077
II / BARCELONA / FONTES
Fontes e notas de leitura
Os números entre colchetes apontam para esta lista. Clique em “Abrir fonte”. Consulta: 03/11/2026. Os anos dos dados não foram atualizados para a data da pesquisa.
[19]Lacol. La Borda housing cooperative. Ficha do escritório responsável: construção concluída em 2018, 28 moradias e participação dos futuros residentes. Edifício novo em terreno cedido pelo município. Abrir fonte
[20]Generalitat de Catalunya / Ajuntament de Barcelona. Acords Bilateral, 24/03/2025. Ação prevista para Institut Escola Cal Maiol: nova construção e reabilitação do Bloc 19. Trecho indexado consultado. Abrir fonte
[21]Ajuntament de Barcelona. Guia BCN: Mercat Sant Antoni. Datas de abertura, fechamento para obras e reabertura; usos comerciais e localização. Abrir fonte
[22]Smart Rehabilitation. The rehabilitation of the Sant Antoni Market. Ficha técnica de cinco páginas: obra 2009-2018, preservação, cobertura, logística e subsolos. Abrir fonte
[23]Agència de Salut Pública de Barcelona. Salut als Carrers: infografia de avaliação das superilles, 2021. Dados ambientais de Sant Antoni usados no gráfico. Abrir fonte
[24]ASPB. Les Superilles de Barcelona tenen efectes positius per la salut i el benestar, 02/09/2021. Métodos observacionais, resultados e limites da avaliação de saúde. Abrir fonte
[25]López-Gay, A.; Ortiz-Guitart, A.; Solana-Solana, M. Vivienda, cambio poblacional y desplazamiento... El caso de Sant Antoni. EURE, 48(143), 2022. DOI: 10.7764/eure.48.143.06. Dados de 2011-2018 e entrevistas de 2018. Abrir fonte
[26]Benavides, J.; Usmani, S.; Kioumourtzoglou, M.-A. Scaling the Superblock model to city level in Barcelona? Contesti, 2022, 79-94. Manuscrito disponibilizado no PMC em 2026. Distingue avaliações e simulações. Abrir fonte
[27]Lisboa pelo retrofit: Príncipe Real e a transformação dos bairros. Estudo documental de origem, novembro de 2026, incorporado ao caderno C01 desta edição. Consultar as fontes próprias do caso de Lisboa.
Fonte: Dossiê Mundial de Retrofit 2026, p. 078

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