Nidum
Barcelona: Poblenou, Raval, Sant Andreu, Can Batlló e Sant Antoni
Nidum

C02 / Espanha · Industrial · Misto · Distrito

Barcelona

Preservar possibilidades de habitar dentro da cidade que se transforma.

Foto: Josep Azuara Robles · Public domain

C02 / ESPANHA

Barcelona Uma fábrica pode acolher muitas vidas

Can Framis, em Poblenou: antigas construções fabris adaptadas para um museu. Fotografia de 2009.

Can Framis, em Poblenou: antigas construções fabris adaptadas para um museu. Fotografia de 2009.

Foto: Josep Azuara Robles · Public domain · Créditos no final do livro

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 325

A HISTÓRIA / BARCELONA

Uma fábrica pode acolher muitas vidas

Barcelona não oferece uma única resposta para o patrimônio industrial. Em Poblenou, o 22@ reorganiza possibilidades de atividade e ocupação. No Raval, a cultura participa de uma transformação territorial com história própria. Em outros bairros, fábricas, mercados e organização comunitária abrem caminhos diferentes.

O que aproxima essas experiências é a pergunta sobre o uso. Uma nave pode tornar-se museu, lugar de criação ou moradia. Um mercado pode receber uma intervenção profunda e continuar ligado ao abastecimento cotidiano. Em Can Batlló, ocupação e participação ajudam a tornar o conjunto parte de um comum urbano.

A viagem por Barcelona pede atenção a cada camada. Edifícios novos e espaços reaproveitados convivem, mas não são a mesma intervenção. A qualidade da transformação depende de como patrimônio, direitos, instituições e vida de bairro encontram condições para continuar juntos.

“ Como a transformação pode ampliar a Vida cotidiana

sem retirar o lugar de quem já a sustentava?

Síntese narrativa da pesquisa documental. Fontes e distinções de intervenção no estudo que se segue.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 326

ANTES DE ENTRAR / BARCELONA

Um lugar, muitas relações

41.39° N / 2.17° L

LOCALIZAÇÃO APROXIMADA · NATURAL EARTH

Poblenou, Raval, Sant Andreu, Can Batlló e Sant Antoni

Preservar possibilidades de habitar dentro da cidade que se

transforma.

Barcelona reúne fábrica, mercado, museu, moradia e organização comunitária em situações distintas. A comparação mostra que patrimônio e Vida urbana se encontram por meio de programas, direitos de uso e instituições. Cada território exige reconhecer quem já participava de sua história.

Caso externo de estudo. Leitura documental orientada pela Linguagem Nidum; a autoria dos projetos e a origem das evidências permanecem identificadas nas fontes.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 327

CAMPOS EM RELAÇÃO / BARCELONA

Reconhecer quem habita, o Lugar e os encontros

CAMPO / RELAÇÃO A INVESTIGAR

1

Pertencimento

Fabra i Coats e Can Batlló abrem perguntas sobre morar, produzir e decidir. Quais direitos e condições dão continuidade a essas formas de habitar?

2

Lugar

A memória industrial, os mercados e os tecidos dos bairros pedem leituras

próprias. O que cada intervenção conserva como relação com o território?

3

Relação

Cultura, formação, trabalho e abastecimento podem aproximar públicos. Como

os programas acolhem diferenças e permitem convivência sem impor

proximidade?

Leitura editorial Nidum a partir da documentação do caderno. Os Campos ajudam a formular relações e tensões; não classificam o projeto nem atribuem intenção institucional aos seus autores.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 328

CAMPOS EM RELAÇÃO / BARCELONA

Discernir as fronteiras e o que se devolve

CAMPO / RELAÇÃO A INVESTIGAR

4

Porosidade

A passagem entre equipamentos e bairro depende de acessos, horários e

gestão. Quem atravessa os limites físicos e institucionais?

5

Reciprocidade

O investimento urbano recebe infraestrutura e memória acumuladas. Que

capacidades, serviços e condições de moradia devolve ao território?

Tensão a manter viva

A atração de novas atividades pode coexistir com pressão sobre moradia e produção. O ganho ambiental ou cultural precisa ser lido junto à distribuição das possibilidades de permanecer.

Gramática de leitura: N01, pp. 15-17 e 20-21. Evidências e referências específicas nas páginas seguintes.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 329

II / BARCELONA / SÍNTESE E RECORTE · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

O edifício é uma parte da transformação

Barcelona mostra o potencial do retrofit quando a obra está

ligada a uma política de ocupação e a uma operação

duradoura.

A seleção reúne cinco caminhos: atividade produtiva, cultura, moradia pública, organização comunitária e comércio cotidiano. O interesse está na relação entre edifício e bairro, incluindo os usos anteriores e as condições de acesso aos novos espaços.

CONCEITO USADO / O QUE SIGNIFICA NESTE ESTUDO

Retrofit

Atualização de um edifício existente para ampliar sua vida útil e

adequar desempenho, instalações e uso.

Reuso adaptativo

Mudança de função: armazém para moradia, fábrica para museu ou

equipamento comunitário. Pode incluir retrofit e partes novas.

Regeneração urbana

Processo territorial mais amplo: planejamento, ruas, equipamentos,

economia e habitação. Inclui intervenções de naturezas distintas.

Ocupação

Quem utiliza, programa, mantém e governa o espaço. Abrange

moradores, empresas, instituições e coletivos.

Tese de trabalho: a transformação se torna mais consistente quando o novo uso responde a uma demanda real, mantém atividade ao longo do tempo e oferece condições para que moradores e negócios participem dos benefícios.

Método: documentação pública, fontes dos operadores e autores de projetos, estudos acadêmicos e registros contemporâneos. Não houve visita, entrevista ou auditoria técnica. Datas de projetos, obras e resultados permanecem separadas.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 330

II / BARCELONA / LINHA DO TEMPO · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Uma transformação em sucessivas camadas

Marcos selecionados. As intervenções se sobrepõem; não compõem uma sequência única de causa e efeito. QUANDO / O QUE ACONTECEU E POR QUE IMPORTA

1989-1994

Criação do consórcio do CCCB e conversão da antiga Casa de Caritat. O

centro cultural abre em 1994 no Raval. [08]

1995

Abertura do edifício de Richard Meier para o MACBA. Nova construção

que participa do mesmo território cultural. [09]

2000

Aprovação do 22@: transformação planejada de aproximadamente 200

hectares industriais. [01]

2009

Can Framis abre como museu de pintura contemporânea em uma antiga

fábrica. [04]

2011-2012

Abertura comunitária do Bloc 11 em Can Batlló, em 2011; inauguração da

fábrica de criação Fabra i Coats, em 2012. [11,15]

2018

Reabertura do Mercado de Sant Antoni e inauguração de Ca l’Alier. Usos

e públicos distintos para patrimônio recuperado. [05,21]

2019

Moradias da Fabra i Coats entram em uso; Can Batlló formaliza acordo de

cessão com o município. [12,16]

2022

Revisão do planejamento do 22@ amplia o potencial residencial e a

diversidade de atividades admitidas. [03]

2024-2025

Bloc4BCN inaugura em março de 2024. Acordos públicos de 2025 ainda

incluem nova construção e reabilitação para escola em Can Batlló.

[18,20]

O último marco evidencia um processo em andamento. Entrega de uma parte do conjunto não significa conclusão de toda a transformação territorial.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 331

II / BARCELONA / LEITURA COMPARATIVA · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Cinco territórios, cinco motores de mudança

Território e escala

Âncora escolhida

Mudança de função

Can Framis e Ca l’Alier.

Indústria para cultura e inovação;

articuladas a uma mudança

produtiva mais ampla. [01,04,05]

Poblenou / 22@

Área histórica e

perímetro de

planejamento no

distrito de Sant

Martí.

El Raval

Bairro do distrito de

Ciutat Vella.

CCCB e entorno cultural.

Antigo equipamento assistencial

para produção e circulação cultural.

[08] Sant Andreu Bairro no distrito homônimo. Complexo Fabra i Coats. Galpões para criação artística, moradia pública e atividade comunitária. [11-13] La Bordeta Bairro de Sants-Montjuïc. Can Batlló: Bloc 11 e Bloc4BCN. Recinto industrial para espaços comunitários e economia cooperativa. [15,17] Sant Antoni Bairro do Eixample. Mercado e ruas do entorno. Modernização do abastecimento e da convivência, com continuidade do uso comercial. [21-24] A escala precisa acompanhar a pergunta 22@ é um perímetro urbanístico, não um dos bairros administrativos da cidade. Poblenou pode designar o bairro atual ou um território histórico mais amplo. Fabra i Coats e Can Batlló são complexos; suas entregas não representam automaticamente os resultados dos bairros inteiros. Como comparar Nos cinco casos, observar a mesma cadeia: condição anterior, intervenção física, novos usos, agente responsável, resultado verificável e efeito sobre quem já estava no lugar. As páginas seguintes aplicam essa leitura.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 332

II / BARCELONA / CASO 1 • ESCALA TERRITORIAL · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Poblenou / 22@: mudar a base econômica

O potencial mais evidente é reconectar um território

industrial a novas atividades produtivas.

Condição e intervenção. O 22@ nasceu em 2000 como planejamento para cerca de 200 hectares, combinando atividades intensivas em conhecimento, habitação, equipamentos e áreas verdes. A pesquisa da ETH destaca a transformação gradual e a coordenação pública das regras de desenvolvimento. [01]

O que o número econômico mostra. Em fevereiro de 2022, Barcelona Activa informava 115 mil pessoas trabalhando em 11.500 empresas no perímetro. Trata-se de uma fotografia da atividade existente naquela data; não de empregos líquidos criados pelo retrofit. [02] COMPONENTE / COMO INTERPRETAR

Regra urbanística

Viabiliza novos usos e investimentos em uma área extensa. Sua

contribuição é territorial.

Edifícios recuperados

Mantêm referências industriais e oferecem espaços para ocupantes

específicos. A página seguinte examina dois.

Construções novas

Também integram a mudança do 22@. Não entram na conta como

área reabilitada.

Mistura de usos

Pode sustentar presença em horários distintos. Precisa ser confirmada

por uso real, acesso e permanência.

Correção de rumo. A revisão apresentada em 2022 anunciava potencial total de 17 mil habitações, sendo 12 mil acessíveis, além de ampliar usos permitidos. Esses quantitativos são capacidade do planejamento, e não unidades comprovadamente entregues. [03]

Leitura para outro território

A contribuição replicável é a articulação entre regras, infraestrutura, edifícios e demanda produtiva. Uma coleção de escritórios com linguagem industrial não reproduz, por si, essa estratégia.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 333

II / BARCELONA / CASO 1 • EDIFÍCIOS E TENSÕES · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Poblenou: o patrimônio encontra uso

Can Framis: fábrica para instituição cultural

A Fundació Vila Casas abriu o museu em abril de 2009, adaptando uma antiga fábrica com projeto do escritório BAAS. O novo uso oferece uma função cultural permanente ao patrimônio industrial. A fonte institucional documenta o projeto e sua operação; não mede seu efeito isolado sobre comércio ou preços do bairro. [04]

Ca l’Alier: reabilitação e inovação urbana

A recuperação começou em 2014, após degradação e incêndios, e o equipamento abriu em 2018. Segundo BIT Habitat, a intervenção preservou o patrimônio e incorporou reúso de água, energias renováveis, gestão predial por sensores e conexão à rede de calor e frio Districlima. A parceria envolveu município, Cisco e Schneider. [05]

Interpretação: um museu e um centro de inovação criam motivos diferentes para frequentar o território. A combinação pode ampliar públicos e horários, desde que acessibilidade, programação e vínculos locais sejam sustentados.

Can Ricart: a atividade anterior também era economia

Dot, Casellas e Pallarès-Barberà analisaram a expulsão de atividades de um complexo que abrigava 34 pequenas e médias empresas quando o plano foi aprovado. O estudo de 2012 caracteriza uma gentrificação produtiva: a transformação também seleciona quais negócios conseguem ocupar o território. [06]

Pesquisa etnográfica publicada em 2024 examina mudanças no uso social do espaço público do Poblenou associadas ao 22@. Seu alcance é qualitativo; não constitui uma contagem de todos os deslocamentos do distrito. [07]

Lição do conjunto

Antes de chamar uma área de vazia ou obsoleta, mapear oficinas, empregos, redes e usuários existentes. Reuso pode criar valor e, ao mesmo tempo, substituir uma economia que não aparece na imagem promocional.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 334

II / BARCELONA / CASO 2 • EQUIPAMENTO E BAIRRO · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

El Raval: cultura como centralidade

O CCCB mostra como um edifício pode passar a organizar

uma nova rotina de visita, produção e debate.

O que foi reaproveitado. A antiga Casa de Caritat recebeu o Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, inaugurado em 1994. A obra de Helio Piñón e Albert Viaplana conservou partes históricas e acrescentou uma ala envidraçada. Em 2011, a recuperação do antigo teatro ampliou os espaços do centro. [08]

O que pertence a outro tipo de intervenção. O edifício de Richard Meier para o MACBA, aberto em 1995, é uma nova construção. Integra a transformação cultural do entorno, mas não deve ser apresentado como retrofit daquele edifício. [09]

Camada

Potencial territorial

O que verificar

Programação

Motivos recorrentes para visitar e

produzir cultura.

Uso por moradores, escolas e

organizações locais.

Conexão urbana

Percursos entre equipamentos, ruas e

espaços de encontro.

Acesso cotidiano e efeitos sobre

circulação e convivência.

Economia local

Demanda para serviços e negócios

próximos.

Participação dos comerciantes

existentes e condições dos

contratos.

Resultado social não uniforme. Mazorra Rodríguez e López-Gay, em 2024, identificam uma inflexão desde meados dos anos 2010: maior entrada de população estrangeira qualificada e temporária, com trajetórias precárias de parte dos residentes deslocados. O estudo aborda dinâmicas residenciais e migratórias; não estima um efeito causal específico do CCCB. [10] O que levar do Raval

Uma instituição cultural pode criar centralidade e abrir patrimônio ao uso. Para avaliar a transformação do bairro, acompanhar também quem participa, quem trabalha no entorno e quem consegue continuar morando ali.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 335

II / BARCELONA / CASO 3 • FABRA I COATS · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Sant Andreu: a fábrica também vira casa

Aqui, a habitação pública entra no próprio patrimônio

industrial recuperado.

Do complexo à mistura de funções. A fábrica de criação foi inaugurada em setembro de 2012. Em outro edifício do conjunto, a nave G, o projeto de Roldán + Berengué implantou moradias e a sede da Colla Castellera Jove. São intervenções diferentes dentro da mesma antiga fábrica. [11,13]

ENTREGA DOCUMENTADA / SIGNIFICADO

46 moradias

O conjunto residencial entrou em uso em dezembro de 2019. A

destinação inclui jovens e cinco residências temporárias para artistas.

[12] Envoltória industrial mantida A nave de 1905 recebeu estruturas interiores de madeira e construção por montagem, mantendo os muros de tijolo. [13] Espaços intermediários As moradias se afastam da envoltória original, que funciona como amortecedor térmico. Essa é uma estratégia de projeto, não uma medição de consumo pós-ocupação. [13] O que muda na ocupação. O edifício deixa de depender apenas de visitantes ou trabalhadores: passa a receber moradores. O regime público de acesso incorpora uma finalidade habitacional concreta ao investimento em patrimônio. O limite da evidência. As unidades entregues demonstram conversão de uso e oferta habitacional. Não demonstram que toda a população de Sant Andreu ganhou acesso à moradia nem que a pressão sobre os aluguéis do entorno desapareceu. Lição de projeto e gestão A função social precisa entrar antes da obra: definir público, regime de acesso, operador e manutenção. A capacidade de adaptar a estrutura existente só se traduz em benefício habitacional quando esses compromissos são preservados.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 336

LER A MANIFESTAÇÃO / BARCELONA

O visível e o que precisa ser investigado

O visível e o que precisa ser investigado

Foto: Josep Azuara Robles · Public domain · Créditos no final do livro

Barcelona amplia o repertório ao mostrar que a mesma origem industrial pode acolher Formas de Vida diferentes. A escolha depende da escuta e dos arranjos de sustentação. O programa é uma hipótese sobre relações, que precisa continuar aberta ao acontecimento. A imagem não responde sozinha

A atração de novas atividades pode coexistir com pressão sobre moradia e produção. O ganho ambiental ou cultural precisa ser lido junto à distribuição das possibilidades de permanecer.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 337

II / BARCELONA / CASO 4 • CAN BATLLÓ · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

La Bordeta: o bairro participa da gestão

Can Batlló amplia a pergunta: além de quem ocupa, quem

decide o futuro do espaço?

Ativação comunitária. A abertura do Bloc 11, em junho de 2011, permitiu a implantação de biblioteca, espaços de encontro e outras atividades. O relato da associação registra recuperação com participação dos moradores e, em 2013, abertura de uma passagem pelo antigo recinto industrial. [15]

Institucionalização. O acordo de cessão de março de 2019 estabeleceu uma relação formal com o município. A associação descreve uma comissão que acompanha compromissos e leva decisões da assembleia às negociações públicas. [16]

Economia cooperativa. Em outro edifício do recinto, o Bloc4BCN recuperou 4.500 m², com investimento municipal anunciado de € 10,3 milhões. Barcelona Activa informou a conclusão da obra em janeiro de 2024; o Ministério do Trabalho registra a inauguração em março daquele ano. A previsão de acolher mais de 60 projetos era uma meta de ocupação, não resultado confirmado nessa notícia. [17,18]

PEÇA DO TERRITÓRIO / NATUREZA DA INTERVENÇÃO

Reuso de galpões e gestão associativa. [15,16]

Bloc 11 e demais espaços

comunitários

Bloc4BCN

Reabilitação para promoção do cooperativismo e da economia social.

[17,18]

La Borda

Edifício de 28 moradias cooperativas construído de novo.

Complementa o território, mas não é conversão de uma nave antiga.

[19] Processo aberto. O acordo entre Generalitat e município de março de 2025 inclui nova construção e recuperação do Bloc 19 para o Institut Escola Cal Maiol. É registro de uma ação prevista, não comprovação de conclusão da escola. [20] Interpretação: o projeto permite estudar organização de usuários, continuidade institucional e investimento público em etapas. Seu alcance não pode ser resumido à inauguração de um único equipamento.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 338

II / BARCELONA / CASO 5 • MERCADO E ENTORNO · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Sant Antoni: modernizar a vida cotidiana

O retrofit também pode fortalecer uma função que o bairro já

tinha.

Continuidade do uso. Inaugurado em 1882, o mercado fechou para obras em 2009 e reabriu em maio de 2018. Reúne comércio de alimentos, vestuário e o mercado dominical de livros. A recuperação preservou um equipamento ligado ao abastecimento e à rotina do bairro. [21] O que mudou fisicamente. O estudo técnico do projeto descreve conservação da estrutura metálica e das fachadas, renovação da cobertura e construção de quatro subsolos. Carga, descarga, armazenamento e outros serviços passaram a integrar uma solução mais complexa, que também incorporou vestígios arqueológicos. [22]

INTERVENÇÃO / POTENCIAL DE TRANSFORMAÇÃO

Edifício e instalações

Melhorar as condições de operação do mercado e prolongar a

utilização do patrimônio.

Logística e acessos

Organizar abastecimento, circulação e relação com a rua.

Espaço público

Oferecer permanência, encontro e deslocamento a pé. É uma

intervenção complementar ao retrofit.

Operadores e público

Manter acesso cotidiano depende de preços, mix comercial e

condições para os comerciantes.

Evidência social. Pesquisa de López-Gay, Ortiz-Guitart e Solana-Solana combina registros residenciais de 2011-2018 com entrevistas em 2018. Identifica seleção de novos residentes e dificuldades habitacionais em um contexto de valorização e turismo. O período de mudança antecede a reabertura do mercado; o trabalho não atribui toda essa transformação à obra. [25] O que aprender

Uma âncora comercial cotidiana pode integrar conservação, abastecimento e

convivência. Sua contribuição deve ser acompanhada por indicadores de acesso e continuidade dos negócios, além da atratividade para novos consumidores.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 339

II / BARCELONA / EVIDÊNCIA QUANTITATIVA · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Dois resultados, duas escalas de leitura

Gráficos autorais com dados das fontes indicadas. Os indicadores não constituem um teste causal do retrofit. Ar: redução observada na superilla de Sant Antoni

Variação percentual dos níveis medidos após a intervenção no espaço público. Resultado da avaliação ASPB publicada em 2021. [23]

NO₂

25%

PM₁₀

17%

0

10

20

30

A melhora se refere às medições na área intervida. Não é redução atribuível à reforma do mercado nem média de todo o bairro. A ASPB reuniu estudos ambientais e qualitativos; a duração da avaliação não permite concluir redução observada de doenças crônicas. [24] Moradia: mudou o perfil de quem chegava ao bairro

Participação de pessoas nascidas no exterior com ensino superior nas entradas residenciais de pessoas com 25 anos ou mais, em Sant Antoni. [25]

2011

24,7%

2018

39,4%

0

10

20

30

40

50

O aumento foi de 14,7 pontos percentuais (cálculo sobre os valores publicados). Trata-se da composição das entradas, não da parcela de todos os moradores nem da proporção de pessoas expulsas.

Leitura: qualidade ambiental e mudança social podem ocorrer no mesmo território. Demonstrar uma delas não resolve a avaliação da outra. Escolaridade e lugar de nascimento também não substituem a medição de renda, direitos e condições de moradia.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 340

II / BARCELONA / MECANISMOS E ESCOLHAS · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

O que transforma uma obra em vida urbana

A comparação sugere seis decisões que conectam

recuperação física e uso duradouro. São uma síntese analítica

dos casos, não uma fórmula de impacto comprovado.

Decisão

Como cria uma possibilidade

Falha a evitar

Recuperar e esperar que qualquer

ocupante apareça.

Escolher uma função

Responder a uma demanda por

trabalho, moradia, cultura ou

serviços.

Definir o operador

Dar continuidade à programação e à

manutenção.

Confundir inauguração com

operação sustentável.

Conectar o térreo

Relacionar entradas, percursos e

atividades à vida da rua.

Criar um destino isolado dos usos do

entorno.

Preservar o que

importa

Conservar estrutura, identidade e

possibilidades espaciais.

Usar patrimônio somente como

cenário.

Garantir acesso

Estabelecer quem pode entrar, morar,

produzir ou vender e a que custo.

Medir sucesso apenas por demanda

de maior renda.

Acompanhar o

entorno

Identificar efeitos sobre moradores,

empresas e ruas vizinhas.

Deslocar custos para fora do

perímetro da obra.

Dois alertas documentados. Can Ricart introduz a permanência das pequenas empresas na avaliação do reuso. A análise de Benavides e colegas sobre superilles destaca que benefícios nas ruas intervidas podem coexistir com redistribuição de tráfego em ruas próximas; parte dessa evidência vem de simulações, não de observação direta. [06,26]

Ocupação é parte do projeto

Requisitos de acesso, contratos, participação e recursos para manutenção precisam ser definidos junto com o programa arquitetônico. São escolhas que influenciam a distribuição dos benefícios.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 341

PAUSA PARA VER

Que relações permitem conservar a cidade como lugar de morar,

A imagem abre uma pergunta. O estudo ajuda a reconhecer as relações que ela não mostra.

trabalhar e cuidar, além de visitar?

A imagem abre uma pergunta. O estudo ajuda a reconhecer as relações que ela não mostra.

Foto: Josep Azuara Robles · Public domain · Créditos no final do livro

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 342

II / BARCELONA / ECONOMIA E GOVERNANÇA · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Quem financia, quem opera, quem ganha

O valor gerado pode aparecer no imóvel, no negócio

instalado, no serviço público e na vida cotidiana. Cada

camada pede uma conta diferente.

Modelo observado

Lógica da operação

Indicador relevante

Uso continuado, alcance local, custo

operacional e qualidade da oferta.

Instituição cultural

Patrimônio recebe programação,

equipe e orçamento de

funcionamento.

Centro de inovação

Espaço físico se articula a

organizações e projetos.

Ocupação, colaboração efetiva e

participação da economia local.

Habitação pública

Investimento imobiliário serve a uma

finalidade de moradia.

Unidades acessíveis ocupadas, custo

para famílias e manutenção.

Gestão comunitária

e cooperativa

Continuidade, participação, recursos

e capacidade de prestar serviços.

Uso é organizado por entidades com

diferentes relações com o poder

público.

Mercado municipal

Modernização física precisa sustentar

atividade comercial cotidiana.

Permanência de operadores, acesso

do consumidor e viabilidade das

bancas.

Números de obra exigem escopo e data

O escritório Roldán + Berengué informa orçamento de execução por contrato de € 5.597.173 para seu projeto na Fabra i Coats, associado à obra de 2019. Barcelona Activa comunica € 10,3 milhões investidos na recuperação do Bloc4BCN, em 2024. As fontes têm natureza e escopo distintos; esses valores não formam uma comparação direta de custo por metro quadrado. [14,17]

Critério de análise: reunir aquisição ou cessão, diagnóstico, projeto, obra, adaptação ao ocupante, financiamento, transição e manutenção. A diferença entre aluguel antes e depois não equivale a retorno líquido.

Não foi identificada uma base homogênea de custos totais, receitas e fluxos de caixa que permita calcular o retorno financeiro dos cinco casos. O estudo documenta funções e entregas, sem estimar rentabilidade.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 343

II / BARCELONA / COMPARAÇÃO E TRANSFERÊNCIA · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

O que Barcelona acrescenta ao estudo de Lisboa

Comparação entre os recortes escolhidos: Príncipe Real e casos associados, no caderno de Lisboa; cinco territórios selecionados, em Barcelona. Não representa uma classificação das cidades inteiras. [27] Dimensão

Lisboa: recorte anterior

Barcelona: casos selecionados

Coordenação

Estratégia de imóveis e usos

próximos aparece com força no

Príncipe Real.

Planejamento de área,

equipamentos e diferentes regimes

de gestão.

Âncoras

Patrimônio, comércio, escritórios e

hospitalidade.

Inovação, cultura, mercado, moradia

e economia cooperativa.

Patrimônio

Palacetes e edifícios do tecido

consolidado; reuso industrial em

Alcântara.

Repertório industrial expressivo,

além de equipamento assistencial e

mercado.

Ocupação

Curadoria comercial e mudança de

público ajudam a explicar a

transformação.

Há também entrega direta de

moradia pública e gestão de espaços

por usuários.

Pergunta social

Permanência e disputa pela

identidade do bairro.

Permanência residencial e produtiva,

acesso a equipamentos e poder de

decisão.

Aplicação a uma estratégia brasileira

1. Delimitar um território. Escolher uma rua, conjunto ou sequência de quarteirões com relações reais entre os usos. Identificar moradores, comércio, imóveis e equipamentos antes de selecionar a primeira obra.

2. Combinar funções. Vincular uma âncora de atividade a serviços cotidianos e condições de moradia. A proporção e o regime de ocupação dependem da demanda e das instituições locais. 3. Vincular investimento e permanência. Estabelecer acesso, transição, participação e manutenção antes da valorização esperada. Traduzir instrumentos para o contexto local exige estudo próprio.

As três direções são propostas deste caderno. Não transferem automaticamente leis, custos, capacidade fiscal ou resultados de Barcelona.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 344

II / BARCELONA / PROTOCOLO DE INVESTIGAÇÃO · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Como medir uma transformação

de bairro

Dimensão

O que levantar

Como interpretar

Edifício

Área efetivamente reutilizada; partes

novas; acessibilidade; consumo e

conforto.

Separar conservação, ampliação e

obra nova. Medir desempenho em

uso.

Ocupação

Usuários, funções, horários, vacância,

rotatividade e regras de acesso.

Identificar uso recorrente e

capacidade de manter a operação.

Economia local

Empresas antes/depois, empregos,

bancas, oficinas e contratos.

Distinguir entradas, crescimento,

deslocamentos e fechamento.

Acompanhar trajetórias, não só o

perfil dos novos moradores.

Moradia

Unidades acessíveis, custo para

famílias, saídas, retorno e duração da

permanência.

Espaço público

Pedestres, permanência, tráfego,

ruído, ar e ruas vizinhas.

Verificar benefícios no perímetro e

eventual transferência de

problemas.

Governança

Representação, decisões, recursos e

conflitos resolvidos.

Diferenciar consulta de participação

efetiva na gestão.

Desenho de avaliação proposto: linha de base anterior à intervenção; acompanhamento durante a transição; revisões após 12, 24 e 36 meses. Manter o mesmo perímetro e definições dos indicadores.

Para investigar causalidade, comparar com áreas semelhantes sem a mesma intervenção, observar tendências anteriores e considerar turismo, crédito, emprego, mobilidade e políticas habitacionais. Comparação antes/depois, sozinha, mistura esses fatores.

Trabalho de campo que falta

Entrevistar moradores que ficaram e saíram, comerciantes anteriores e novos operadores. Relacionar esses relatos a projetos executados, contratos e séries de dados. Registrar também usos discretos, pouco visíveis nas campanhas de promoção.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 345

II / BARCELONA / SÍNTESE E LIMITES · INTERNACIONAL / ESTUDO 02 DE 24

Onde está o potencial mais útil para estudar

Se o objetivo é...

O caso prioritário é...

Por quê

Reconversão

produtiva

Poblenou / 22@

Conecta planejamento de área,

atividade econômica e reuso

industrial.

Criar centralidade

cultural

El Raval / CCCB

Mostra uma instituição instalada em

patrimônio e sua relação com o

entorno.

Combinar patrimônio

e moradia

Sant Andreu / Fabra i Coats

Oferece uma entrega habitacional

dentro de um edifício industrial

existente.

Estruturar gestão

pelos usuários

La Bordeta / Can Batlló

Permite estudar ativação comunitária,

cessão e economia cooperativa.

Fortalecer comércio

cotidiano

Sant Antoni

Articula modernização do mercado,

logística e qualificação das ruas.

O que está demonstrado

Há edifícios recuperados, novas funções em operação e entregas específicas documentadas. Os estudos selecionados também identificam mudanças ambientais e sociais, com recortes próprios. O que permanece em aberto

Não há, nesta pesquisa, uma medida homogênea do impacto líquido do retrofit nos cinco bairros. Também faltam séries comparáveis de permanência, custos totais, retorno financeiro e carbono de ciclo de vida. Parte das páginas institucionais foi acessível por trechos indexados; o uso factual ficou restrito ao conteúdo verificável.

Tese para levar adiante

O potencial de Barcelona está em transformar patrimônio disponível em infraestrutura para a vida urbana: trabalhar, morar, criar, abastecer e conviver. A qualidade da transformação depende do uso que se sustenta e de quem consegue participar dele.

Esta seleção identifica referências e perguntas de investigação. Não pressupõe que todo o tecido industrial estivesse desocupado nem que todos os beneficiários e custos estejam visíveis nas fontes institucionais.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 346

II / LINGUAGEM / BARCELONA

O que a experiência devolve ao repertório

Barcelona amplia o repertório ao mostrar que a mesma origem industrial pode acolher Formas de Vida diferentes. A escolha depende da escuta e dos arranjos de sustentação. O programa é uma hipótese sobre relações, que precisa continuar aberta ao acontecimento. Relação que permite investigar

Campos em leitura

Manifestação

documentada

Lugar / Pertencimento

Conservar matéria enquanto se

reorganizam condições de habitar.

Nave fabril

adaptada para

moradia

Relação / Reciprocidade

Relacionar uso, decisão e

continuidade de um comum.

Ocupação e gestão

comunitárias em

Can Batlló

Lugar / Relação

Atualizar o espaço sem perder a

relação de abastecimento.

Mercado que

mantém sua função

cotidiana

Perguntas para uma investigação de retorno

A investigação futura deve distinguir os cinco territórios, escutar moradores e produtores e acompanhar acesso, contratos e uso efetivo. As obras novas associadas permanecem identificadas separadamente do patrimônio reutilizado.

“ Que relações permitem conservar a cidade como lugar

de morar, trabalhar e cuidar, além de visitar?

Interpretação desta edição. Não foi realizado Reencontro com este caso externo. As perguntas orientam possível aprofundamento, preservando as lacunas da pesquisa.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 347

CADERNO DE LEITURA / BARCELONA

O que esta história

faz perceber?

01

Uma relação que merece continuar

Barcelona amplia o repertório ao mostrar que a mesma origem industrial pode acolher Formas de Vida diferentes. A escolha depende da escuta e dos arranjos de sustentação. O programa é uma hipótese sobre relações, que precisa continuar aberta ao acontecimento.

02

Uma tensão que merece permanecer visível

A atração de novas atividades pode coexistir com pressão sobre moradia e

produção. O ganho ambiental ou cultural precisa ser lido junto à distribuição das possibilidades de permanecer.

03

Uma pergunta para o próximo Lugar

Que relações permitem conservar a cidade como lugar de morar, trabalhar e

cuidar, além de visitar?

Espaço de reflexão. As relações podem viajar; a Forma precisa nascer de outra escuta.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 348

II / BARCELONA / FONTES

Fontes e notas de leitura

Os números entre colchetes apontam para esta lista. Clique em “Abrir fonte”. Consulta: 03/11/2026. Os anos dos dados não foram atualizados para a data da pesquisa.

[01]ETH Zürich / Future Cities Laboratory. 22@. Síntese da pesquisa sobre o plano de 2000, escala de 200 hectares e transformação incremental. Referência a Acebillo (2019). Abrir fonte

[02]Barcelona Activa. Un 22@ amb més activitat econòmica, 10/02/2022. Fonte municipal para a fotografia de empresas e trabalhadores. Projeções do texto não foram tratadas como resultados. Abrir fonte

[03]Ajuntament de Barcelona. Llum verda al pla per fer del 22@ un àmbit ple de vida, nota de 25/02/2022. Potenciais de habitação e atividade do planejamento. Conteúdo consultado no índice de busca. Abrir fonte

[04]Fundació Vila Casas. Can Framis, Barcelona. Histórico e operação do museu; abertura em abril de 2009. Fonte da instituição responsável. Abrir fonte

[05]BIT Habitat. Ca l’Alier. Histórico, parceria e soluções da reabilitação; inauguração em 2018. Desempenho e certificações anunciados pelo próprio operador. Abrir fonte

[06]Dot Jutglà, E.; Casellas, A.; Pallarès-Barberà, M. Gentrificació productiva, desindustrialització i relocalització industrial. Treballs de la Societat Catalana de Geografia, 73, 27-52, 2012. Registro e resumo da UOC. Abrir fonte

[07]Navas Perrone, M. G.; Espinosa Zepeda, H.; Dalmau, M. Los síntomas de la gentrificación vistos “desde abajo”. Scripta Nova, 28, 2024. DOI: 10.1344/sn2024.28.40171. Resumo do periódico consultado no índice. Abrir fonte

[08]Centre de Cultura Contemporània de Barcelona. History. Constituição do consórcio, reabilitação da Casa de Caritat, abertura em 1994 e incorporação do teatro em 2011. Abrir fonte

[09]MACBA. Museu d’Art Contemporani de Barcelona. Maqueta, Richard Meier. Histórico da construção e da abertura do edifício em 1995. Fonte do museu. Abrir fonte

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 349

II / BARCELONA / FONTES

Fontes e notas de leitura

Os números entre colchetes apontam para esta lista. Clique em “Abrir fonte”. Consulta: 03/11/2026. Os anos dos dados não foram atualizados para a data da pesquisa.

[10]Mazorra Rodríguez, Á.; López-Gay, A. Migración internacional cualificada y residentes temporales, ¿el avance definitivo de la gentrificación en El Raval? Papers, 109(3), 2024. DOI: 10.5565/rev/papers.3253. Resumo indexado. Abrir fonte

[11]Propost. Festa d’inauguració de la Fabra i Coats. Registro contemporâneo da programação para 29/09/2012. Fonte de participante da programação cultural. Abrir fonte

[12]Housing Europe. Fabra & Coats & Social Housing. Ficha da conversão para moradia e entrada em uso em dezembro de 2019. Conteúdo indexado consultado. Abrir fonte

[13]Hispalyt. Fabra & Coats, Premios 2017-2019, publicação de 2020. Ficha da nave G, soluções construtivas e conclusão da obra em 25/06/2019. Abrir fonte

[14]Roldán + Berengué. Fabra & Coats. Ficha do autor: projeto de 2016, obra de 2019 e orçamento PEC. Usada para o valor informado pelo escritório, não como auditoria financeira. Abrir fonte

[15]Associació Espai Comunitari i Veïnal Autogestionat de Can Batlló. Can Batlló: espaços e história. Fonte da organização participante; descreve ativação, usos e abertura do recinto. Abrir fonte

[16]Can Batlló. Negociació i Estratègia. Descreve representação em assembleia e acompanhamento do acordo de cessão assinado em março de 2019. Abrir fonte

[17]Barcelona Activa. Can Batlló acollirà el nou Bloc4BCN, 24/01/2024. Área recuperada, investimento e anúncio de conclusão da obra. Capacidade e ocupação futura foram mantidas como metas. Abrir fonte

[18]Ministerio de Trabajo y Economía Social. Encuentro de la vicepresidenta Yolanda Díaz con organizaciones de la Economía Social de Barcelona. Registra inauguração do Bloc4BCN em março de 2024. Abrir fonte

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 350

II / BARCELONA / FONTES

Fontes e notas de leitura

Os números entre colchetes apontam para esta lista. Clique em “Abrir fonte”. Consulta: 03/11/2026. Os anos dos dados não foram atualizados para a data da pesquisa.

[19]Lacol. La Borda housing cooperative. Ficha do escritório responsável: construção concluída em 2018, 28 moradias e participação dos futuros residentes. Edifício novo em terreno cedido pelo município. Abrir fonte

[20]Generalitat de Catalunya / Ajuntament de Barcelona. Acords Bilateral, 24/03/2025. Ação prevista para Institut Escola Cal Maiol: nova construção e reabilitação do Bloc 19. Trecho indexado consultado. Abrir fonte

[21]Ajuntament de Barcelona. Guia BCN: Mercat Sant Antoni. Datas de abertura, fechamento para obras e reabertura; usos comerciais e localização. Abrir fonte

[22]Smart Rehabilitation. The rehabilitation of the Sant Antoni Market. Ficha técnica de cinco páginas: obra 2009-2018, preservação, cobertura, logística e subsolos. Abrir fonte

[23]Agència de Salut Pública de Barcelona. Salut als Carrers: infografia de avaliação das superilles, 2021. Dados ambientais de Sant Antoni usados no gráfico. Abrir fonte

[24]ASPB. Les Superilles de Barcelona tenen efectes positius per la salut i el benestar, 02/09/2021. Métodos observacionais, resultados e limites da avaliação de saúde. Abrir fonte

[25]López-Gay, A.; Ortiz-Guitart, A.; Solana-Solana, M. Vivienda, cambio poblacional y desplazamiento... El caso de Sant Antoni. EURE, 48(143), 2022. DOI: 10.7764/eure.48.143.06. Dados de 2011-2018 e entrevistas de 2018. Abrir fonte

[26]Benavides, J.; Usmani, S.; Kioumourtzoglou, M.-A. Scaling the Superblock model to city level in Barcelona? Contesti, 2022, 79-94. Manuscrito disponibilizado no PMC em 2026. Distingue avaliações e simulações. Abrir fonte

[27]Lisboa pelo retrofit: Príncipe Real e a transformação dos bairros. Estudo documental de origem, novembro de 2026, incorporado ao caderno C01 desta edição. Consultar as fontes próprias do caso de Lisboa.

Fonte: E-book Retrofit no Mundo, p. 351

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